11 janeiro 2012

Ex-apadrinhada supera obstáculos e está prestes a realizar sonho

A ex-apadrinhada e futura jornalista Galbia
Dificuldades financeiras e uma doença que deixou Galbia Angélica Goiana impossibilitada de andar por quase dois anos e com dificuldades para se locomover depois. Para muitos ,esses são motivos suficientes para desistir de lutar, de ter uma vida melhor, uma profissão. Porém, Galbia, ex-apadrinhada do ChildFund, superou todos esses obstáculos e está prestes a conquistar um sonho: tornar-se jornalista.

Ela, que está no último período do curso de jornalismo, conta que o gosto pela leitura e escrita começou justamente quando ela ficou com dificuldades de andar por causa da poliomielite. “Como eu não podia correr, pular corda, pois andava com certa dificuldade, encontrei nos livros outra forma de brincar e descobrir coisas novas” relembra. Mesmo depois de várias cirurgias ela ficou com 3,5 cm de diferença de uma perna para outra. Mas a persistente Galbia decidiu que esses centímetros não a impediriam de fazer nada. Ela conta que teve uma adolescência muito ativa e que participava sempre das gincanas promovidas pelo Projeto Paz e União, parceiro do ChildFund.

Estudar não tem sido fácil para ela também. Na época que decidiu que tentaria ingressar na Universidade, ela trabalhava em dois empregos e ouvia um programa que dava dicas de estudo a noite. Ela seguiu as orientações e conseguiu uma bolsa no Prouni – Programa Universidade para Todos. Mesmo com a ajuda financeira ainda era preciso trabalhar muito para custear as despesas.

Primeiras conquistas no jornalismo

No 5º período, Galbia fez o primeiro estágio e logo em seguida conseguiu o primeiro emprego. Hoje o contrato acabou e ela faz vários trabalhos free lancers para custear suas despesas. Atualmente, Galbia Angélica prepara-se para defender seu trabalho de conclusão de curso, que será a análise de um jornal comunitário, de um bairro próximo de onde ela vive.
Para a futura Jornalista, o apoio da família, dos amigos e do ChildFund foi fundamental para que ela alcançasse os objetivos. “Minha família e meus amigos me apoiaram, mas não posso deixar de me lembrar que o FCC foi um grande parceiro nessa jornada. Junto com a educação que tive de minha mãe , recebi do FCC oportunidades de descobrir a minha cidadania e meu potencial.”

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