18 setembro 2012

África Subsaariana e Sul da Ásia somam mais de 80% de todas as mortes de crianças menores de cinco anos


Sem acesso a serviços básicos e de prevenção, doenças afetam populações pobres e vulneráveis

Segundo o Relatório de Progresso 2012, intitulado “O Compromisso com a Sobrevivência da Criança: Uma Promessa Renovada”, divulgado na última quinta-feira (13/09) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar do declínio global os ganhos ainda não são suficientes para alcançar o quarto objetivo de desenvolvimento do milênio, que estipula a redução global da taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos em dois terços, entre 1990 e 2015. Apenas seis das 10 regiões mundiais estão a caminho de atingir a meta.

O relatório combina estimativas de mortalidade infantil com uma descrição das principais causas dos óbitos e de estratégias que são necessárias para acelerar o progresso. De acordo com o Relatório, as mortes de crianças nessa faixa etária estão cada vez mais concentradas na África Subsaariana e no Sul da Ásia. Juntas, as regiões representaram mais de 80% de todas as mortes para o público analisado em 2011. Em média, uma em nove crianças da África Subsaariana morre antes de completar o quinto ano de vida.

Prevenção é o caminho

Além de preocupantes, os dados contextualizam a dimensão da gravidade. Mais da metade das mortes por pneumonia e diarreia, que juntas respondem por quase 30% da mortalidade de crianças menores de cinco em todo o mundo, ocorrem apenas nestes quatro países: Índia, Nigéria, Paquistão e República Democrática do Congo. As doenças infecciosas são caracterizadas por questões relacionadas às desigualdades que afetam desproporcionalmente as populações pobres e vulneráveis, sem acesso a serviços básicos e de prevenção. Essas mortes são evitáveis.

Fonte: www.onu.org.br

0 comentários:

Postar um comentário