18 setembro 2012

Com quatro anos de antecedência, Brasil atinge meta de mortalidade infantil

Número de mortes caiu 73% nas duas últimas décadas

Entre os oito objetivos do milênio estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil acaba de atingir, com quatro anos de antecedência, a redução do índice de mortalidade infantil. A meta proposta para 2015 era de 19 mortes para um grupo de mil crianças, mas já em 2011 foram registrados 16 óbitos para cada mil. Em 1990 esse número era de 58 e, ainda neste mesmo ano, 205 mil crianças com menos de cinco anos morreram no país, contra 44 mil no ano passado (2011).

Trazendo os dados para a realidade brasileira atual, isso significa que o número de mortes nessa faixa etária caiu 73% - bem maior que a média global - nas últimas duas décadas. Com esse resultado, o Brasil fica em quarto lugar no ranking de avanços, atrás apenas da Turquia, Peru e El Salvador, nações que mais obtiveram êxito na prevenção de doenças infantis.

As informações constam do Relatório de Progresso 2012, intitulado “O Compromisso com a Sobrevivência da Criança: Uma Promessa Renovada”, divulgado na última quinta-feira (13/09) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda de acordo com o estudo, as razões pelo progresso brasileiro são atribuídas à melhor atenção médica, maior renda das famílias, expansão dos serviços de saúde e maior cobertura de vacinas e antibióticos.

Longe do ideal

Apesar de ter atingido a meta, o Brasil ainda ocupa uma posição desconfortável (107) quando comparado a indicadores de outros países. Veja como exemplos a Itália, Portugal ou Espanha, onde a proporção para a mortalidade infantil é de apenas um quarto da taxa brasileira. Ou seja, quatro para cada mil. Já Cingapura, Eslovênia, Suécia e Finlândia lideram, respectivamente, o ranking global de menos mortes - menor que três por mil. Isso equivale dizer que o número registrado nessas nações é 81% menor do que o encontrado no Brasil.

Com informações: www.onu.org.br.

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