10 abril 2014

Cris Guerra fala sobre o Apadrinhamento de Crianças para o Jornal Estado de Minas



Cris Guerra, blogueira e madrinha embaixadora do ChildFund Brasil, fala sobre o Apadrinhamento de Crianças para o Jornal Estado de Minas

O Jornal Estado de Minas publicou na coluna “Opinião” uma matéria em que a blogueira Cris Guerra fala sobre o Exercício da Solidariedade e o Apadrinhamento de Crianças do ChildFund Brasil. Confira abaixo o conteúdo completo e apadrinhe uma criança, e você que  já é padrinho, compartilhe com amor nas redes sociais!

Exercício da solidariedade
CRIS GUERRA - Escritora, blogueira, comunicadora e madrinha embaixadora da ONG ChildFund Brasil

Se existe uma seara em que minha esperança se renova é a da solidariedade. O impulso de ajudar o outro em momentos difíceis não é novo, mas continua sendo o princípio mais desafiador para cada pequeno ser em sua passagem pela Terra. Não se deve esquecer, contudo, o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento interior do próprio indivíduo. Podemos chamar de empatia, caridade, amor ao próximo. O nome importa pouco - o significado é que surpreende. Quem experimenta ser solidário conhece a imensa sensação de prazer e bem estar que é abandonar seu universo particular e caminhar na direção do outro. Mesmo que pareça um ato pouco significativo em termos de ajuda, é um movimento que provoca mudanças profundas no estado de espírito. Quem recebe um ato solidário conquista benefícios, é claro. Mas quem oferta momentos de afago e carinho ao outro ganha ainda mais. Pesquisas indicam que trabalhos voluntários altruístas estimulam a alegria, aliviam tristezas e aumentam a imunidade, evitando doenças.
Pessoas que se sentem solidárias expressam mais satisfação pela vida e desenvolvem maior capacidade de lidar com as dificuldades. Em geral se tornam mais felizes e encontram sentido às ações e atitudes. A ajuda desinteressada também reflete na identidade pessoal social. Aumenta a autoestima e introduz sentido às nossas competências. Recompensa-nos com a alegria de contribuir para a felicidade de nossos semelhantes e nos dá a sensação de participar da melhoria da sociedade. Percebemos que somos um conjunto de seres pequeninos unidos em prol de algo maior. Atraída pela vontade de fazer alguma coisa, mínima que fosse, em 2003, segui o conselho de um amigo e apadrinhei uma criança do ChildFund Brasil – Fundo para Crianças. Uma organização cuja atuação é reconhecida internacionalmente na erradicação da pobreza infantil no país. A experiência de 11 anos de apadrinhamento me ensinou que é preciso muito pouco para fazer a diferença na vida de uma criança em situação de risco ou vulnerabilidade social. Entendi isso definitivamente quando, depois de alguns anos como madrinha, pude conhecer melhor o trabalho do ChildFund Brasil e passei a apoiá-lo também como embaixadora. Realizamos uma visita a Medina, cidade no Vale do Jequitinhonha onde mora meu afilhado Fernando. Conhecê-lo pessoalmente me permitiu compreendera dimensão que minha pequena ajuda tinha em sua vida.
Cerca de 16 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com até R$ 70 por mês. Mesmo não sendo diretamente responsáveis pelo que acontece na vida desses brasileiros, podemos, sim, ser causadores de uma grande mudança na vida delas. Praticar o bem eleva o espírito e salva o corpo também. Um exercício que todos nós deveríamos priorizar. Como a endorfina da atividade física, o hormônio que se espalha pelo nosso corpo ao dar um pequeno passo na direção de um universo diferente do nosso é transformador porque bombeia o afeto. E, como bem cantaram os Beatles, afeto sempre foi e continua sendo, definitivamente, o que o mundo mais precisa.

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