01 dezembro 2014

Grupo de Educação e Desenvolvimento Apoio ao Menor preza pela inclusão através das Artes Marciais

Este ano, o Grupo de Educação e Desenvolvimento Apoio ao Menor (GEDAM), organização social parceira do ChildFund Brasil em Belo Horizonte (MG), se viu diante de um desafio: introduzir as Artes Marciais em suas atividades, através do projeto Luta Pela Paz.
Aos poucos, o grande desafio foi sendo transformado em um dos maiores ganhos da organização, que viu no esporte um meio de desenvolver habilidades de suas crianças e jovens de ordem física, intelectual, social e emocional. Para os participantes, o projeto tem sido chave essencial de crescimento pessoal, considerando que as artes marciais os indagam a ir além de seus próprios limites.



Foi o que aconteceu com Emanuel – uma das crianças que praticam o esporte e mostraram que, através dele, é possível superar limitações. Emanuel tem nove anos de idade e desde seu nascimento foi diagnosticado com paralisia dos membros inferiores. Por esta razão, já foi submetido a diversas cirurgias, a fim de que pudesse finalmente andar. Infelizmente, os esforços da família e dos médicos não tem trazido o resultado esperado.
Desde os três anos, Emanuel faz parte dos programas do GEDAM, através da Creche Sementinha Alegre e, mais tarde, da Oficina do Saber. Em abril desse ano, quando a organização aderiu as artes marciais, o garoto se interessou pela atividade. Antes de entrar na sala, perguntou ao professor: “Posso?” e o treinador respondeu “Por que não? Por que você não faria minha aula?” e em seguida carregou o menino no colo e o colocou no tatame.



Assim começou a jornada de Emanuel na luta, que impactou não só seu desempenho no tatame, mas principalmente na vida – tanto do menino quanto da organização, que teve que se adaptar para inseri-lo nas atividades. O treinador começou a lutar com Emanuel sentado, e então sugeriu que os outros alunos lutassem também sentados. Ao acatar a ideia, as outras crianças interagiram com Emanuel e descobriram inclusive que lutar com ele não é nada fácil, considerando a força de seu tronco e braços.


Que a história de Emanuel e do Grupo de Educação e Desenvolvimento Apoio ao Menor possam servir de inspiração para outras organizações e crianças que prezam pela inclusão e pelo desenvolvimento pessoal, impactando cada vez mais, de forma positiva, a vida delas e da sociedade em geral.



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